O que faz uma equipe vencer a Champions League? Uma pergunta difícil de responder, pois trata-se de uma competição com diversas nuances e variáveis. No entanto, é inegável que alguns times possuem uma vantagem em relação aos demais.

Um desses fatores é a qualidade do elenco. Ter jogadores talentosos e experientes faz toda a diferença em uma competição de alto nível como a Champions League. Outro ponto importante é o momento da temporada: uma equipe que chega em boa fase nos mata-matas pode ter mais chances de avançar do que outra que vem oscilando.

No entanto, há algo mais sutil que pode influenciar o sucesso na Champions League: a presença de um astro capaz de decidir jogos sozinho. E neste quesito, dois nomes se destacam acima de todos: Lionel Messi e Cristiano Ronaldo.

Nos últimos anos, ambos têm sido responsáveis por conduzir suas equipes à vitória na Champions League. Messi já ganhou o troféu quatro vezes, enquanto Ronaldo levantou a taça cinco vezes. E eles não são apenas protagonistas da competição; seus desempenhos individuais também são impressionantes. Messi é o jogador com mais gols (120) e mais assistências (36) na história da Champions League, enquanto Ronaldo é o segundo colocado em ambos os quesitos, atrás apenas de Messi.

Mas qual é o momento certo para se contar com um craque desse nível? Há duas escolas de pensamento: uma diz que é melhor tê-lo em seu auge físico e técnico, enquanto outra afirma que é quando ele está desesperado por um título de Champions League.

No caso de Messi, seus quatro títulos vieram entre 2009 e 2015, quando ele estava no auge da forma física e técnica. Já Ronaldo, suas conquistas foram mais espaçadas: em 2008, 2014, 2016, 2017 e 2018. No entanto, é curioso notar que três desses títulos (2014, 2016 e 2017) vieram em temporadas em que ele começou com um desempenho abaixo do esperado.

Em 2014, Ronaldo marcou apenas um gol na fase de grupos, mas desandou a fazer gols nos mata-matas, incluindo uma atuação memorável nas quartas de final contra o Borussia Dortmund. Em 2016, ele foi substituído no primeiro tempo da final por conta de uma lesão, mas seu gol marcado na final da Eurocopa, dois meses antes, já o colocava no topo do mundo. Por fim, em 2017, Ronaldo passou boa parte da temporada sofrendo com lesões e com uma queda no desempenho. No entanto, sua incrível atuação na final contra a Juventus mostrou que ele ainda era capaz de decidir jogos importantes.

Conclusão: não existe uma fórmula infalível para ganhar a Champions League. No entanto, contar com um craque do nível de Messi ou Ronaldo pode fazer toda a diferença. E, ao contrário do que se imagina, nem sempre é necessário que esse craque esteja no auge de sua forma. Às vezes, é justamente quando ele está precisando de um título para voltar a brilhar que ele pode ter atuações decisivas.